Encarando as frustrações

Menina-Triste

Olá!

Estava lendo hoje num grupo do face, o relato de uma mãe que contou que sua filha chegou da escolinha super triste, pois não tinha sido convidada para a festa do pijama de uma coleguinha, sendo que todas as outras meninas haviam sido convidadas. A mãe contou que comprovou, dias depois, pois viu no face as fotos da festinha da colega, com as amiguinhas. Ela estava totalmente chateada e perdida, sem saber como lidar com a situação. Eu li vários comentários de outras mães com diferentes sugestões “do que fazer”. Umas diziam que tinha que tirar satisfação na escola, outras achavam que tinha que conversar com a mãe que fez a festinha, outras, que tinha que fazer uma festa para a menina que não foi convidada, enfim….fiquei pensando muito no assunto. Até me senti triste como aquela mulher que via sua filha frustrada, sem saber o que fazer, como agir e isso chegou a doer em mim.
Dentre todos os comentários que li, não consegui concordar com nenhum, fiquei pensando em como eu agiria e só consegui concluir que eu faria tudo dentro de casa, ou seja, não responsabilizaria ninguém, mostraria, da forma mais didática possível, que isso faz parte e que é possível superar de forma menos dolorida.
Bom, comecei a ler sobre o assunto e confirmei minha opinião com algumas informações:
Eles irão perder no jogo, ficar de mal do amigo, tirar notas baixas, não ter o brinquedo que quer, enfim, a decepção fará parte da vida, porém, com papel importante no desenvolvimento deles. “ahhhhhh, mas são muito pequenos ainda para entender de decepção”. Li no portal Educar para Crescer, no site da Abril, que a decepção começa desde o nascimento. “Nos primeiros meses de vida, o bebê vive uma fase conhecida como fase egocêntrica, que se caracteriza por desejar que todas as suas vontades sejam atendidas imediatamente. Quando a mãe não dá o seio imediatamente após o choro (seu desejo), ela já o está frustrando”
Claro, nenhum pai e mãe querem ver seus filhos sofrerem, acho que até sofrem mais do que os pequenos, mas temos que ter em mente que nosso papel é fundamental para dar o consolo, e, principalmente, orientar para que a criança amadureça e se torne forte!
“As frustrações, por menores que sejam e, independentemente da idade da criança, constituem situações onde ela constrói parâmetros internos para lidar com situações de conflito, negação e perdas. Faz parte do desenvolvimento infantil e do crescer. Nessas situações a criança aprende a ter condições emocionais e de se equilibrar diante de um desconforto. Além disso, aprender a superar as decepções é um grande exercício de criatividade. A cada situação de frustração a criança consegue encontrar algo que a traga novamente ao equilíbrio. Ela encontra uma saída para lidar com o desconforto. Todo este movimento tem a ver com a criatividade” (educarparacrescer.abril.com.br)
Para mim o caminho é esse… e como li e gostei, vou deixar essa frase para finalizar:
“Quem aprende a superar as frustrações na infância se torna um adulto que enfrenta desafios com menos receios e medos” (Itamara Teixeira Barra, psicopedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental I do Colégio Nossa Senhora do Morumbi)

🙂

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