Pais maus, vocês são?! Para refletir.

foto: alebrito.spaceblog

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Bom dia.

Tenho comigo que nada acontece por acaso. De uns tempos pra cá percebi que meu comportamento com o Davi teve que mudar em algumas situações. Fase ou não, o fato é que ele começou a querer fazer algumas malcriações do tipo, atirar um objeto longe quando tentamos tirar da sua mão, gritar quando chamamos sua atenção ou quando falamos para não abrir uma gaveta, por exemplo, ele insiste em abrir nos encarando como se estivesse desafiando nossa paciência. E haja!
Ontem tive umas dessas cenas e falei um pouco mais alto com ele, dei bronca mesmo, tirei os brinquedos e fui fazê-lo dormir. Ele chorou, ficou sentido, até parecia magoado e por fim adormeceu.
Depois disso, me senti chateada também, pensei: “Como dói dar broncas, como dói ter que negar a brincadeira fora de hora porque já é hora de dormir, como dói ver aqueles olhinhos cheios de lágrimas me olhando”. E assim fui me deitar!
Hoje logo cedo abri o Facebook e no grupo das mamãe que participo logo vi um texto que uma delas postou e que me fez refletir muito. Dei uma pesquisada na internet e vi que não é um texto novo, existem muitas publicações sobre ele, muito se fala a respeito e eu decidi compartilhar aqui para que outras mamãe possam também tirar algumas lições.
Claro que cada um tem a sua opinião, seu jeito de educar e cada um sabe o resultado que melhor se encaixa na sua família. Porém, devemos pensar sempre no futuro, o que devemos deixar para os nossos filhos (que não é bem material) e que será valioso para a sua formação como cidadão? Vamos pensar!

Por: Dr. Carlos Hecktheuer- médico psiquiatra

“Um dia, quando os meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães, eu hei de dizer-lhes: – Eu os amei o suficiente para ter-lhes perguntado aonde vão, com quem vão, e a que horas regressarão.

– Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio, e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
– Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar os doces que tiraram do supermercado, ou revistas, do jornaleiro, e fazê-los dizer ao dono: “Nós tiramos isto ontem, e queríamos pagar”.
– Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpavam o quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
– Eu os amei o suficiente para deixá-los ver, além do amor que eu sentia por vocês, o meu desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
– Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
– Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para lhes dizer NÃO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até me odiaram).

Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.

Estou contente, venci… Porque, no final, vocês venceram também! E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães; quando eles perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão lhes dizer:

“Sim, os nossos pais eram maus. Eram os piores do mundo. As outras crianças comiam doces no café e nós só tínhamos que comer cereais, ovos, torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes, comiam batatas fritas e sorvetes no almoço, e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. Nossos pais tinham que saber quem eram os nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.

Insistiam em que lhes disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nossos pais insistiam sempre conosco para que lhes disséssemos sempre a verdade, e apenas a verdade.

E, quando éramos adolescentes, eles conseguiam até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata!
Nossos pais não deixavam os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para que os nossos pais os conhecessem.

Enquanto todos podiam voltar tarde da noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelo menos até os 16 para chegar um pouco mais tarde; e aqueles chatos levantavam para saber se a festa foi boa (só para verem como estávamos, ao voltar).

Por causa dos nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, roubo, atos de vandalismo, violação de propriedade, nem fomos presos por crime algum.

FOI TUDO POR CAUSA DOS NOSSOS PAIS!

Agora, que já somos adultos, honestos e educados, estamos fazendo o melhor para sermos PAIS MAUS, como eles foram”.

EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:

NÃO HÁ PAIS MAUS O SUFICIENTE!

Boa reflexão!

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