Parto Natural: Relato de uma amiga querida!

Olá!

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Muito se debate sobre a decisão do tipo de parto a escolher. Eu não costumo entrar em discussão, pois acredito que uma mãe deve estar livre para decidir. Sua escolha foi a que mais lhe deixou segura, tranquila e ponto final. Eu decidi pela cesárea, senti medo de não aguentar as dores, fiquei insegura, então, estava certa da minha decisão.
Porém, nada mais admirável do que uma mãe que dá a luz ao seu filho da forma mais natural possível, sentindo todas as dores e sensações desse momento mágico e glorioso na vida de uma mulher. É sim uma guerreira, é sim um momento que deve ser aplaudido. Todas as mães são poderosas, todas as mães são espetaculares, mas tiro o meu chapéu para aquelas um pouco mais corajosas, que se deixaram levar pelo verdadeiro amor que suporta tudo!
Deixo aqui o relato da minha querida amiga, que há pouco tempo foi presenteada com o Samuel. Ela teve parto natural e é um relato emocionante, que pode ajudar outras mamães a decidirem sobre sua escolha. A você tia Feti, minha salva de palmas.

“Eu sempre quis ter um parto natural, nunca encarei as dores como um empecilho, mesmo sem saber como elas eram. Acreditava que não conseguiria passar por essa vida sem ter a experiência de parir, e desde que engravidei pedi a Deus que me desse uma gestação saudável para que pudesse realizar esse sonho.
Foi com muito sacrifício, buscando muitas informações e lutando literalmente contra o sistema que eu consegui ter meu tão sonhado parto natural. Passei por 5 obstetras, 4 pelo convênio e 1 pelo SUS, onde terminei meu pré natal, até começar passar na triagem da Casa de Parto Sapopemba e abrir meu plano de parto. Dos obstetras do convênio, 2 eram cesarista convictos, 1 deles que foi quem me acompanhou no pré natal, queria me operar com 32 semanas, alegando que minha placenta estava “velha” e meu bebê magrinho e quando comentei que pretendia ter meu bebê de parto natural, ele me disse que eu queria voltar à época das cavernas. O outro terminou a consulta dizendo “Você precisa marcar logo sua cesárea, senão vai ficar sem vaga no hospital” – nem preciso dizer que fugi deles, não voltei mais.
Não tenho nada contra a cesárea, mas esse não era o meio que eu havia escolhido para ter meu filho, faria se houvesse alguma complicação.
Samuel resolveu nascer dia 23/06/2014, dia do jogo do Brasil x Camarões. Enquanto os fogos explodiam eu sentia as dores da chegada dele. Foram dias esperando este momento, acompanhando as contrações de treinamento, os sinais que meu corpo dava que estava chegando a hora. Cheguei na Casa de Parto as 17hrs com dilatação total, mas Samuel estava alto, foram quase 4 horas até ele nascer, exercícios na bola embaixo do chuveiro, troca de posição. Durante todo o trabalho de parto eu pude me alimentar, meu marido (Arturo) e a minha prima Marcia (que é doula) me acompanharam durante todo o tempo, me deram forças e mesmo quando o cansaço me consumia, não me deixaram desistir.
Ele chegou chorando alto, pesando 3.130kg com 50cm, veio direto para os meus braços, molhadinho, ainda ligado a placenta pelo cordão umbilical. Meu marido pode cortar o cordão assim que o ele parou de pulsar, nunca vou esquecer do seu cheirinho, do toque da sua pele e dele se acalmando em meu peito quando ouviu minha voz. O Arturo acompanhou tudo, desde a contagem dos intervalos entre as contrações até a última força que fez seu filho nascer. Viu seu filho vir ao mundo, me viu parir e juntos vimos uma nova fase em nossas vidas começar. Nasceu uma criança, nasceram também o pai e a mãe do Samuel, porque é assim que nos colocamos na vida a partir desse momento. Foi sem dúvida o melhor momento da minha vida!
Não houve intervenções desnecessárias, foi sem anestesia, sem ocitocina, não foi feita episiotomia, tive uma laceração pequena, levei 2 pontinhos, sai andando da cama após o parto, tomei banho sozinha, e dei de mamar na primeira hora. Meu bebê nasceu em um dia e no outro estávamos em casa.
Parir não é fácil, mas é recompensador, para mim foi um ritual de passagem, as dores me mostraram que posso suportar muito mais do que imaginava, porque houve um momento em que achei que não aguentaria…mas meu corpo foi feito pra isso, Deus o fez assim!
Depois de muita luta, vejo que valeu a pena, faria tudo de novo. E Deus mais uma vez foi fiel e concedeu o desejo do meu coração, não há palavras que descreva o nosso primeiro encontro.”

Fernanda Cavalcanti

Desabafo de uma mãe, esposa, profissional, passadeira, lavadeira, diarista……….

Olá!

mãe

Tenho vindo muitíssimo pouco escrever no blog. Não porque não queira, mas pelo simples fato de que, quando me dou conta, já passa da meia noite, o amanhã já virou hoje e eu preciso dormir para começar tudo outra vez. Meus dias estão cada vez mais cheios de tarefas, mais cansativos e eu, mais esgotada.
Quando tive a ideia de escrever o blog, foi para que eu pudesse ir guardando recordações do crescimento do Davi, contando tudo o que achasse legal de lembrar mais tarde, ler quando der vontade e para dividir com amigos queridos, os acontecimentos do dia a dia. Porém, tenho percebido que algumas coisas estão ficando para trás. Algumas gracinhas, algumas novidades não contei aqui e vão passando! 😦
Tenho uma tia querida que me ajuda na limpeza da casa, porém, infelizmente teve problemas de saúde e está afastada, o que me gerou mais tarefas. Meus dias estão se resumindo assim: cobrir férias de um companheiro de trabalho e dar conta do meu, sair correndo, passar no supermercado, fazer o jantar, colocar as roupas para lavar, recolher as bagunças pela casa, passar roupa e fazer a faxina no sábado o dia inteiro e puff…uma mãe mega cansada, com pouca paciência e um bebê pra lá e pra cá, agarrando minhas pernas, querendo atenção! Triste pra mim, mas essa tem sido minha rotina diária. E ainda levanto umas duas vezes durante a noite, pois o Davi ainda choraminga. Tem horas que o papai não serve mais e ele quer só a mamãe.
Cheguei a conclusão de que nós, mulheres, esposas, profissionais, domésticas, etc, etc, etc, somos realmente SUPER! Não é nada fácil dar conta de tudo e tem uma hora que nos olhamos no espelho e perguntamos para nós mesmas: será que dou conta?
Mas SIM, damos conta com certeza! Ainda acho um espacinho para me jogar na cama, no chão e fazer uma baguncinha nos poucos minutos do dia que me restam para passar com o meu filhote. Daí, quando ele adormece, eu o coloco no bercinho, olho aquela carinha e me dá uma dor no peito de pensar como os dias passam voando, como somos cheias de afazeres, como temos pouco tempo juntos.
Só quero me dedicar a não ficar alienada na rotina, mergulhada nas inúmeras coisas para fazer e esquecer de separar um tempo para mim, para minha família, para nosso lazer. Não quero me sentir aliviada porque meu filho está quieto no quarto vendo Peppa Pig sem dar um pio. Quero enxergar que a vida vai passando, sem parar, sem esperar nossa decisão de aproveitar nossos filhos pequenos aprender palavras novas, músicas novas, brincadeiras novas…
Ser mulher é isso, ser mãe é isso e muito mais…