Primeiro aninho! Está chegando!

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Olá!

Daqui exatos 28 dias nosso bebê irá completar seu primeiro aniversário. Sim, já se foram 11 meses, como o tempo voa meu Deus!
Mas terá comemoração? Siiiimmm, claro que terá! E não é agora que a mamãe aqui começou pensar nisso não! Já faz algum tempo, talvez no final da gestação! kkkkkk
Comecei a pesquisar e pensar no que faríamos para a comemoração de 1 aninho seis meses antes. Muitas pessoas acharam exagero, mas eu não, pois esse planejamento antecipado me fez pensar melhor no que queria e, principalmente, no que poderíamos fazer. Além do mais, tudo foi sendo pago com bastante antecedência, o que facilitou bastante e aliviou o bolso do papai e da mamãe.
Fiquei bastante em dúvida em relação à contratação de buffet infantil. Fiz muitas pesquisas de preços e opções de festa, mas algo não me agradava e eu não sabia o que era. Eu imaginava um tipo de festinha na minha cabeça e até cogitava fazer eu mesma, no salão de festas de casa, mas logo descartei a ideia pois sabia que ficaria apertado, já que a família é grande e o número de pessoas convidadas seria maior do que o chá de bebê, por exemplo, que ficou no limite. Além do que eu tenho certeza que não daria conta de fazer tudo sozinha.
A contratação do buffet infantil é super bacana (tanto que fiz minha festa de aniversário de 30 anos num desses kkkkk), porém, para mim, é algo “pronto”, igual e padronizado e eu queria algo mais íntimo e com a nossa cara para essa “estréia” rsss.
É o primeiro ano, primeira festinha, primeiro tudo só para ele, então, decidi o que iria fazer. Resolvi alugar um espaço, um salão de festas e alugamos um da igreja que fica bem perto de casa e de fácil acesso. Em uma das várias pesquisas que fiz sobre buffet a domicílio, encontrei uma empresa em uma revista especializada e eu e meu marido fomos visitar e fazer degustação. Adoramos! Reunimos útil ao agradável: excelente atendimento, quitutes deliciosos, preço legal e ainda a moça nos ajudou a escolher o tema (que estava praticamente decidido e mudamos na hora) o que ficou perfeito para a ocasião. Mas a revelação do tema será conversa para um outro post (Surprise).
Fiquei satisfeita com a decisão, ficou exatamente como estava na minha cabeça: algo direcionado para nós, com a nossa cara e do nosso jeitinho.
Dali pra frente eu pude começar a ir atrás de alguns detalhes para deixar tudo ainda mais personalizado. Me juntei a uma colega do trabalho e começamos a botar a mão na massa. Fiz as contas e com a contratação do salão de festas, o buffet a domicílio e algumas coisinhas que farei por conta própria, ainda assim ficou mais em conta que o Buffet Infantil.
Hoje, 28 dias antes da data está tudo caminhando e eu estou muito ansiosa para esse dia chegar. Não sei se tudo sairá realmente como está na minha cabeça, mas tenho certeza que será feito com muito amor e carinho para que ele fique muito feliz com a sua festinha.

Bye, bye!

🙂

Com a vovó pode tudo?

Olá!

Hoje logo cedo tive uma conversinha com a minha mãe. Ensaiei muito para iniciar esse papo, já que sabia que ela iria me contrariar ou ficar sentida. Claro, o tema da conversa foi o sono do Davi. Tenho conversado muito com as meninas do grupo de mamães do Face e com amigas que tem filhos pequenos, pois os dias de sono da casa estão cansativos e o Davi ainda não tem uma rotina estabelecida, chora, não dorme a noite inteira no berço e agora que consegue se levantar sozinho fica ainda mais difícil convecê-lo a ficar na sua caminha.
Analisei algumas situações e decidi fazer algumas mudanças para tentar melhorar ou resolver essa questão.
Uma dessas mudanças, que envolve a minha mãe, foi que percebi que todos os dias ela tem o mesmo método: dar banho no bebê por volta de 18:00hs, em seguida o jantar e claro, com o relaxamento que chega o pequeno adormece tranquilamente. Só que ele vai acordar por volta de 19:00hs / 19:30hs e isso tem atrapalhado (ao meu ver) o sono noturno. Ele “recarrega” sua bateria durante essa soneca e depois o sono não vem.
ok, falei para ela que tínhamos que dar um jeito de mudar a rotina dele, dar banho mais cedo, deixar eu dar banho em casa, fazer com que ele não durma à noitinha, sei lá! Claro que eu vi que ela olhou com cara de “A culpa não é minha” e disse “Ai Davizinho, o que á gente pode fazer se você só quer dormir na casa da vovó?” Grrrrrrrrrr, uma pequena irritação me invadiu, mas mantive a calma e continuei falando com aquela carinha de vítima, como a do Gato de Botas quando quer alguma coisa! kkkkkk
Bom, então ela continuou a falar com o bebê: “ahhhh, tá bom, vamos ver o que a gente consegue fazer né Davizinho!”
Bom, eu já estava atrasada para o trabalho, fiz mais alguns draminhas dizendo que daqui a pouco eu teria que sair do trabalho, pois já não aguentava mais o sono durante o dia (exagero, claro), que todo mundo estava percebendo e blá, blá, blá, blá, blá, blá…
O fato é que que aquele ditado que diz “Mãe educa, vovó estraga”, talvez seja mesmo verdade e agora tenho a super missão de fazer com que a vovó tenha piedade da filhinha aqui e me ajude a ensinar o Davizinho dormir a noite toda na sua linda e confortável caminha…

Viver para aprender!

🙂

A vovó com o pequeno.

A vovó com o pequeno.

O primeiro tombo! :(

Olá, olá!

Sim, sou mãe de menino! Daqueles tipo Dennis o Pimentinha, dos desenhos animados (quem vai lembrar? rss).
Ontem, ao chegar na casa da minha mãe para buscar o Davi, assim que entrei na sala pude ver uma marca no seu rostinho. Um vermelhão arroxeado bem abaixo do olho direito. Nem pude atender aqueles bracinhos que se estenderam pra mim quando logo perguntei pra minha mãe o que tinha acontecido. Ela, já recuperada do susto, me explicou que não dá mais para piscar os olhos com o pequeno travesso.
Temos uma esteira elétrica na casa dela, estavam os três no salão (Davi, vovó e vovô) e, numa pequena distraída dos dois ele subiu na esteira, perdeu o equilíbrio e bateu com o rostinho na quina. Minha mãe contou que correram, botaram gelo pra não ficar roxo, quase tiveram um enfarto, mas não foi nada grave, que quase nem chorou.
Fiquei toda preocupada, peguei no colo, achei que estava sensível, doendo, mas não, a figurinha estava com a corda toda, já logo quis deixar meu colo, ir pro chão e procurar mais alguma coisa para subir.
Para falar a verdade essa não foi a primeira queda do Davi. Quando tinha uns três meses e começou a se mexer mais, estava no carrinho dormindo e eu estava na cozinha. De repente acordou, quis levantar a cabecinha e paff no chão. Foi um tremendo susto! Chorei, liguei para a médica, para minha mãe, meu marido, etc, etc, etc, mas não foi nada mesmo, nem marca ficou na ocasião. Acho que esse já era um sinal do pimentinha que eu teria! rss
Estou fazendo de tudo para que ele seja um garotinho exemplar, mas cada dia mais tenho a certeza de que com uma coisa as crianças já nascem e isso não tem jeito: a personalidade!
E é isso, já ouvi muitos “Calma, isso é só o começo”, “Você não viu nada ainda”, “Se prepara”, “Vai pagar com ele o tanto que você era bagunceira” Opa, essa última me deu um start…sim, eu já pensei nisso…que estou me vendo na infância (eu era terrível) kkkkkkk

Viver para aprender!

A marquinha que ficou.

A marquinha que ficou.

Achei que ficaria "choroso", mas nem ligou.

Achei que ficaria “choroso”, mas nem ligou.

Qualquer semelhança talvez não seja mera coincidência. rs

Qualquer semelhança talvez não seja mera coincidência. rs

Um anjo chamado mãe

Hoje li esse texto na internet e fiquei emocionada. É muito lindo, sobre uma criança que está prestes a vir à Terra, mas por estar insegura, questiona Deus e não quer se despedir Dele. Ele, lindamente mostra a ela que um anjo estará pronto para recebe-la e cuidar com todo o amor.
Eu acredito em anjos. E você?

🙂

Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:

“Dizem-me que estarei sendo enviado a Terra amanhã…

Como eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?”

E Deus disse: “Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para você.

Estará lhe esperando e tomará conta de você”.

Anjos

Criança: “Mas diga-me, aqui no Céu eu não faço nada a não ser cantar e sorrir, o que é suficiente para que eu seja feliz. Serei feliz lá?”.

Deus: “Seu anjo cantará e sorrirá para você…

A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz”.

Criança: “Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?”.

Deus: “Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar”.

Criança: “E o que farei quando eu quiser Te falar?”.

Deus: “Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a rezar”.

Criança: “Eu ouvi que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?”.

Deus: “Seu anjo lhe defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida”.

Criança: “Mas eu serei sempre triste porque eu não Te verei mais”.

Deus: “Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você”.

Nesse momento havia muita paz no Céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas. A criança, apressada, pediu suavemente:

“Oh Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me, por favor, o nome do meu anjo”.

E Deus respondeu: “O seu anjo se chamará… MÃE !”

Fonte: http://www.esoterikha.com

Disciplina Positiva – Parte 2

Oi, tudo bem?

Segue abaixo a continuação do texto que fala sobre a Disciplina Positiva.
Vamos lá?

🙂 Como funciona a disciplina positiva?

A disciplina positiva é um modelo educacional que se baseia no respeito mútuo e na cooperação (através do encorajamento e compreensão) aliados à firmeza. Estas atitudes são os alicerces para o ensino de competências importantes para a vida e para formar pessoas autoconfiantes, seguras e decididas.

Ganhar a adesão das crianças ou a sua cooperação passa por acreditar nas suas capacidades e por dedicar tempo ao ensino e ao treino de competências essenciais tais como:

 a responsabilidade
 a autodisciplina
 a resolução de problemas
 o interesse pelas questões sociais

♣ ATITUDES ESSENCIAIS

 respeito mútuo
 compreensão
empatia
 acreditar nas capacidades da criança
encorajar
 firmeza
 nunca humilhar
nunca dominar

As crianças estão mais dispostas a seguir regras que ajudam a estabelecer. Além disso, ao fazê-lo, ao serem membros que dão o seu contribuição na família e na sociedade, tornando-se pessoas que decidem de forma saudável.

🙂 Os 8 princípios da disciplina positiva (conceitos adlerianos básicos)

Podem ser comparados a um puzzle com muitas peças: é difícil ter uma perspectiva global enquanto não se tem a maior parte das peças (ou todas) encaixadas. Por vezes um princípio não faz sentido se não o combinarmos com outro, ou com outra atitude.

Não é necessário aceitar todos os princípios ao mesmo tempo – alguns dos conceitos que parecem ser difíceis de aceitar ou de compreender num determinado momento poderão fazer algum sentido, mais tarde.

Quanto melhor compreendermos os princípios subjacentes à disciplina positiva mais fácil será a sua aplicação prática.

1. As crianças são seres sociais

O seu comportamento é resultado do modo como se vêm a si mesmas e como pensam ser vistas pelos outros. Na interação com os outros vão formando crenças acerca de si próprias, do mundo e daquilo que precisam fazer para sobreviver ou ser bem sucedidas.

2. O seu comportamento é orientado por finalidades

Ao adotar determinado comportamento a criança procura obter determinado resultado. O comportamento baseia-se numa finalidade que pretende atingir. “As crianças são boas a perceber (sensíveis), mas más a interpretar” Dreikurs.

Geralmente:

 Não têm consciência clara do que pretendem obter;
 Têm ideias erradas de como atingir o que pretendem, e por vezes, com o seu comportamento “desajeitado” obtêm/provocam uma resposta oposta ao desejado;
 Fazem interpretações da realidade e comportam-se de acordo com a sua interpretação e não de acordo com a verdade.

3. As principais finalidades perseguidas pela criança são sentir que pertence a alguém e que é importante no meio social onde vive

4. Uma criança malcomportada é uma criança desencorajada/desanimada
Com o seu mau comportamento diz-nos que não se sente amada, que não se sente importante e está a tentar conquistar esse sentido de pertencimento ou de valor pessoal, baseando-se numa crença errada sobre a forma de consegui-lo.

5. Interesse social

Significa a existência de preocupação com as outras pessoas e de um desejo sincero de dar uma contribuição à sociedade.

É extremamente importante ensinar o interesse social às crianças. Que vale a aprendizagem acadêmica se os jovens não aprenderem a tornarem-se membros que dão uma contribuição para a sociedade?

Quando fazemos demais pelas crianças, retiramos-lhes a oportunidade de desenvolverem, através da própria experiência, a crença de que são pessoas capazes. Por isso Dreikurs afirmava: “Não faças nada por uma criança que ela consiga fazer sozinha”.

O primeiro passo no ensino do interesse social é fazer a criança confiar em si própria. Desta forma ela estará pronta a ajudar os outros e sentir-se-á extremamente capaz quando o fizer.

Se formos “super-pais”, super protetores, as crianças aprendem a esperar que o mundo os sirva, em vez de estarem ao serviço do mundo. Sempre que não obtiverem (sempre que os outros não estiverem dispostos a dar-lhe) aquilo que pensam e desejam, terão pena de si próprias e sentir-se-ão vítimas de injustiça.

É impressionante a quantidade de coisas que as crianças são capazes de pensar e fazer quando são convidadas a isso. A partilha de tarefas pode aumentar o sentido de pertença, ensinar competências importantes para a vida e permitir que as crianças experimentem o interesse social.

Ex: tem um final de semana em família?

a) Faça a lista de tarefas a fazer e reveja-a em família
b) Peça voluntários para cada uma
c) Certifique-se que todos têm, pelo menos uma tarefa, à sua responsabilidade
d) É importante implementar um sistema de rotação de responsabilidades

6. Igualdade

Não significa “o mesmo” a todo mundo. Por igualdade Adler entendia que todas as pessoas têm direito à dignidade e ao respeito.

7. Os erros como excelentes oportunidades de aprender:

Na nossa sociedade, somos ensinados a ter vergonha dos nossos erros. Todos somos imperfeitos: do que necessitamos é conseguir a coragem de mudar as nossas crenças debilitantes acerca da imperfeição.

Não existe no mundo um único ser perfeito, mas todos exigimos a perfeição de nós próprios e dos outros, especialmente das crianças.

Quando uma criança comete um erro e é chamada à atenção de forma humilhante, recebe a mensagem de que é estúpida, desajeitada, má, uma desilusão, um desastre. Nessa ocasião, inconscientemente, toma uma decisão sobre si própria e do que fazer no futuro, a qual pode ser:

a) sou má ou inadequada
b) não devo correr riscos pois podem voltar a humilhar-me, se os meus esforços não derem resultados perfeitos;
c) devo dizer que “sim” a tudo o que os adultos querem, para lhes agradar (apesar dos grandes custos que esta decisão acarreta para a auto-estima)
d) devo esconder os meus erros e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para não ser apanhada.

Quando os pais enviam às crianças mensagens negativas sobre os seus erros a sua intenção é, normalmente, boa: eles estão a tentar motivá-las a serem melhores. Mas tantas vezes, as práticas de educação parental estão baseadas no medo:
– medo de não estar a cumprir suficientemente bem a sua tarefa de educadores
– medo de que as crianças nunca aprendam a proceder melhor
– medo de agir de forma permissiva
– medo do que os outros pensarão do seu método educativo, etc.

Necessitamos aprender e ensinar às crianças a aprender com os erros cometidos. Será importante aprendermos a dizer: “cometeu um erro: ok, vamos ver o que podemos aprender com ele”. Na verdade, nós adultos, somos co-responsáveis pela maioria dos erros cometidos pelas crianças.

Um aspecto central é, de fato, a aprendizagem da utilização dos erros enquanto oportunidades de aquisição de muitas competências importantes. Conseguiremos fazê-lo quando tivermos integrado “a coragem de ser imperfeitos” (Dreikurs).

Para consolidar esta atitude básica em nós, ajuda utilizar os Três Rs da Reparação de Erros:

Reconhecimento – “cometi um erro”:

É muito mais fácil assumir a responsabilidade por um erro, quando este é visto como uma oportunidade de aprendizagem e não como algo simplesmente mau. Se encararmos os erros como coisas unicamente más, tenderemos a sentir-nos incapazes e desencorajados, a tornarmo-nos defensivos, evasivos e críticos. Perdoarmo-nos a nós próprios é um elemento importante do primeiro R.

Reconciliação – “peço desculpas”

Uma atitude positiva conduz, naturalmente, à reconciliação. Quando pedimos sinceramente perdão, mesmo que o outro se sinta ressentido e zangado, num primeiro momento, abriremos caminho para, num segundo momento, ser capaz de um perdão total (e muito mais as crianças).

Resolução – procuramos juntos uma solução.

Os primeiros dois Rs criam um ambiente positivo para que se trabalhem soluções. Tentar encontrar soluções quando o ambiente é hostil é totalmente improdutivo.

Adultos e crianças mesmo quando já sabemos o que é melhor, nem sempre o fazemos. Como seres humanos, é comum ficarmos emocionalmente bloqueados e perdermos o bom-senso. Então agimos impensadamente em vez de agirmos refletidamente.
Quando os adultos assumem a responsabilidade daquilo que fizeram, que conduziu a um conflito (e qualquer conflito implica, pelo menos, duas pessoas) as crianças estão, geralmente, dispostas a seguir este modelo e a assumir elas próprias a sua responsabilidade na parte do conflito.

8. Certificar-se sempre que a mensagem de amor é recebida

Em qualquer conflito, desentendimento ou discussão é importante que em algum momento fique explicito o amor que se sente, a certeza de que para além do desentendimento está a apreciação da criança, o valor que tem para nós.

Fonte: Conversando com Bernardo / Livro Disciplina Positiva, de Jane Nelsen

Disciplina positiva: conheci e gostei! – Parte 1

Oi 🙂

Agora que o Davi está mais “mocinho”, ou seja, começou engatinhar, já vai aonde quer, sobe nas coisas, curioso mexe em muitos lugares, consegue se expressar mais sobre o que lhe agrada, o que desagrada, já sabe o que é sim e o que é não, enfim, passei a pensar mais sobre como educá-lo de forma correta. São muitas as informações que recebemos sobre esse assunto e também opiniões muito diferentes umas das outras.
Sempre fui uma pessoa agitada, que se irrita fácil e de pavio curto, porém, depois que o Davi nasceu, consegui mudanças consideráveis no meu comportamento. Com relação às minhas atitudes diante de birras e choros de manha, SIM, tenho que me policiar para focar em manter a calma para mostrar a ele o caminho correto. Claro, não que eu vá surtar, dar umas palmadas, nada disso! Simplesmente acho que gritos são maus exemplos para uma criança que está aprendendo a controlar suas emoções.
Sigo alguns blogs e participo de alguns grupos relacionados à maternidade e em um deles – Conversando com Bernardo – aprendi sobre a disciplina positiva. Uma forma carinhosa e respeitosa de tratar a criança para que ela aprenda e se desenvolva de maneira saudável e sem traumas.
Gostei muito do método e decidi compartilhar aqui com vocês, assim, espero que seja proveitoso. Para que o Post não fique muito cansativo, vou dividir em partes, dessa forma a leitura ficará mais agradável.
O texto recebi através do Blog “Conversando com Bernardo”, com Fonte: Livro Disciplina Positiva, de Jane Nelsen – Boa Leitura:

1. Disciplina positiva

A disciplina positiva é um modelo educacional que tem por base a psicologia adleriana (Alfred Adler, austríaco de origem judia, falecido em 1937), desenvolvida por Rudolf Dreikurs (falecido em 1971). Tem por base o respeito mútuo e a cooperação (através do encorajamento e compreensão), aliados à firmeza. Estas atitudes são os alicerces para o ensino de competências importantes para a vida.

2. Diferenças entre as 3 abordagens principais na interação adulto-criança

RIGIDEZ (controle excessivo)
PERMISSIVIDADE (ausência de limites)
DISCIPLINA POSITIVA (firmeza com dignidade e respeito)

Diferenças na interação entre adultos e crianças:

RIGIDEZ – Ordem sem liberdade
Ausência de opções.
“Faça, porque eu quero.”
Acompanha-se normalmente de punições que são humilhantes para as crianças.
Controle externo da criança: baseia-se num sistema de recompensas e castigos; o adulto tem de estar, constantemente, a assumir a responsabilidade pelo comportamento da criança (atenção constante para verificar se a criança está a portar-se bem ou mal).

PERMISSIVIDADE – Liberdade sem ordem
Opções ilimitadas.
“Pode fazer tudo o que quiser.”
É humilhante para os adultos e para as crianças.

DISCIPLINA POSITIVA – Liberdade com ordem
Opções limitadas.
“Pode escolher, dentro de limites que demonstrem respeito para com todos.”
Não inclui como fatores motivadores a culpabilização ou a vergonha ou a dor (física ou emocional.
Controle interno da criança: a criança aprende a ser seguidora da verdade e de princípios.

Atitude básica de uma abordagem rígida: “Estas são as regras a que deve se submeter e este é o castigo que receberá pela sua violação.” As crianças não são envolvidas no processo de tomada de decisões.
Atitude básica de uma abordagem permissiva: “Não existem regras. Estou certo de que nos amamos mutuamente e de que seremos felizes, e você terá a possibilidade de escolher, mais tarde, as suas próprias regras”.

Atitude básica de uma disciplina positiva: “Decidiremos as regras em conjunto, para benefício de ambos. Também decidiremos junto as soluções que serão úteis para todas as partes envolvidas quando surgirem problemas. Quando eu precisar decidir sem a sua opinião, usarei firmeza com bondade, dignidade e respeito”.

3. Sobre castigos e punições

Muitas pessoas acreditam piamente que a rigidez e a punição funcionam. Concordo. Eu nunca diria que a punição não “funciona”. Ela “funciona” no sentido de que em geral refreia um comportamento inoportuno imediatamente. Mas quais são os resultados de longo prazo?

Com freqüência somos iludidos pelos resultados imediatos. Às vezes precisamos “ter cuidado com o que funciona” quando os resultados de longo prazo são negativos. Os resultados de longo prazo da punição resumem-se no fato de que a criança normalmente adota um ou todos os Quatro Rs da Punição:

1. Ressentimento (“Isso não é justo. Não posso confiar nos adultos.”)
2. Represália (“Eles estão ganhando agora, mas eu vou me vingar.”)
3. Rebeldia (“Vou fazer exatamente o contrário para provar que não preciso fazer do jeito deles.”)
4. Retirada:
a. Simulação (“Não vou ser apanhado da próxima vez.”)
b. Baixa auto-estima (“Sou uma pessoa má.”)

A criança não desenvolve características positivas com base em sentimentos e decisões subconscientes que toma como resultado da punição. De onde tiramos a idéia absurda de que para levar uma criança a se comportar melhor precisamos antes fazê-la se sentir pior?

Castigos e punições criam uma co-dependência pouco saudável adulto-criança, em vez da independência e da cooperação.

Por outro lado, a disciplina positiva traz resultados positivos a longo prazo, com a aquisição das competências:
1. autodisciplina;
2. responsabilidade;
3. cooperação;
4. resolução de problemas.

O Próximo post mostrará como funciona a Disciplina Positiva.

Até lá!

O desafio da hora do sono continua…

Oi, tudo bem?

E a saga da hora do sono continua…
Ontem, como de costume às quartas-feiras, saí do trabalho mais tarde (rodízio de carro). Nesse dia, vamos direto para a casa da minha mãe e jantamos por lá. O Davi não estava dormindo como muitas vezes quando chegamos por lá, brincou e fez muita farra até chegar em casa, por volta de 21:30hs. Lá, continuou a brincar, ia do quarto para a sala, da sala para a cozinha e, enquanto eu juntava a bagunça, ele espalhava novamente.
Tudo isso durou até 22:30hs, quando, finalmente ele começou a cansar e ficar com sono. Troquei a fralda, dei a última mamadeira do dia e puf! Dormiu imediatamente. Estava roncando no meu colo quando o levei para o berço e lá ficou como um anjinho. Logo pensei “Que maravilha, brincou tanto, está cansadinho, vai dormir a noite toda” SÓ QUE NÃO!!!!!!!! 😦 Passados uns vinte minutos começou resmungar. Fui até o quarto, coloquei a chupeta na boca e voltei para a sala para, finalmente abrir o Notebook e dar uma fuçada na internet. Novamente resmungou, novamente levantei e essa cena se repetiu umas quatro vezes até que cansei, desliguei o note e fui pra cama…minha pilha já havia terminado!
Peguei no sono, masssssss, por volta de 1 da manhã lá estava o Davi choramingando novamente, só que desta vez eu estava parecendo um zumbi de tanto sono e sem raciocinar direito o peguei no colo e o levei para a minha cama, virando para o papai e dizendo: “Ai, desisto, preciso dormir””. Ele só virou para o lado e voltou a dormir.
Daí minha consciência me acusa dizendo que desse jeito não dá, que eu deveria ter tido paciência, não ter tirado do berço, mantido a rotina e blá, blá, blá… OK, MAS EU ESTAVA CANSADA E ABRI MÃO DE TUDO ISSO POR UMA NOITE DE SONO TRANQUILA!
E não importa se terei que repetir todos os “passo a passo” outra vez, eu não ligo, porque hoje estou disposta e ainda por cima ganhava uns abracinhos gostosos durante a noite como quem diz: “Ahhhh, que bom, mamãe está aqui”