A primeira birra em público :(

birra

Olá!

O Davi está numa fase delicada. Apesar dos inúmeros esforços para acertarmos na educação dele da melhor maneira possível, uma coisa é bem difícil de querer trabalhar que é a personalidade da criança, gênio forte! rs
Bom, é a fase da curiosidade extrema e do “quero porque quero”.
Em casa é um ritmo intenso e cansativo: quer abrir tudo, pegar tudo, fazer tudo do jeito dele e um simples não é motivo para abrir um berreiro digno de Oscar de melhor ator! Oh Céus!
Tem horas que acho que nada funciona: falar baixo, tentar conversar com calma, explicar, berrar, gritar, pegar o chinelo, virar as costas, kkkkkkkkkkk nada adianta!!!! Socorro!
Masssss, eis que o momento que eu mais temia por fim aconteceu. Sempre que eu via uma criança fazendo birra num local público (mesmo bem antes de engravidar), a cena me dava desespero, eu já tinha trauma mesmo nunca ter passado por nada parecido, mas me arrepiava só de pensar em como eu agiria se eu fosse aquela pobre mãe exposta com seu “artista em ação”. Jesus amado!
Ok, ontem fomos a um Hipermercado, pois precisava comprar um chinelinho para o Davi porque o dele já está pequeno. Ao mesmo tempo que ele é um doce de garotinho, é também um mini furacão!
Agora que está andando, mais ainda, a figura parece que tem quatro braços. Era passar pelo corredor, uma distraída e lá estava ele fazendo a “rapa” na prateleira, carregando tudo o que podia nos braços. E lá vai a mãe parecendo uma maluca devolvendo tudo enquanto ele virava o corredor e já sumia de vista! Socorro (mais uma vez).
Beleza, vamos escolher o chinelinho. Olha daqui, procura dali e nada da numeração, apenas um grito estridente “Cocó, cocó, cocó”…era um bendito chinelinho da Galinha Pintadinha, para bebê, minúsculo, mas ele queria pegar.
Decidimos deixar com ele até que fôssemos embora, já que não encontramos a sua numeração e não levaríamos nenhum chinelo. Erramos feio! Na hora de ir embora, achamos que era só mostrar alguma outra coisa para distraí-lo e devolver a bendita galinha para a prateleira, mas foi só tirar da mão dele que a sirene logo disparou no seu volume mais estrondoso: BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁÁ!
Ai! Lá estava eu, com o coração acelerado e as bochechas vermelhas porque enfim isso estava acontecendo comigo e eu não sabia como lidar. Vontade de jogá-lo nas costas como o Homem das Cavernas e fugir correndo dali. Um moço brincou querendo amenizar: “Nossa, quem foi que beliscou esse menino lindo?” e eu apenas com um sorrisinho amarelo.
Graças a Deus o papai teve mais sangue frio, o pegou no colo como se aqueles berros fossem música para seus ouvidos e saiu calmamente mostrando as vitrines e fingindo: “olha lá o Má, a vovó, a Peppa” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Sim, ele se acalmou e seu rosto estava completamente lavado de lágrimas, tinha sofrido muito com a perda repentina de “seu” chinelinho tamanho mini da Galinha Pintadinha. he he he
Cheguei a falar pro papai: “Nossa, será que ele vai ficar doente de vontade de ter o chinelinho?” e fui logo repreendida: “Claro que não, precisa é parar de tanto mimo com esse menino”
E assim, fomos embora tranquilamente e com alívio para a casa da vovó que, ao nos receber, foi logo contando que tinha comprado um chinelinho lindo do Homem Aranha para o neto. O que?!?!?!?!?!
Não, eu não precisava ter passado por tudo aquilo. Não ontem, não naquele momento! 🙂

Fim!

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