Disciplina positiva: conheci e gostei! – Parte 1

Oi 🙂

Agora que o Davi está mais “mocinho”, ou seja, começou engatinhar, já vai aonde quer, sobe nas coisas, curioso mexe em muitos lugares, consegue se expressar mais sobre o que lhe agrada, o que desagrada, já sabe o que é sim e o que é não, enfim, passei a pensar mais sobre como educá-lo de forma correta. São muitas as informações que recebemos sobre esse assunto e também opiniões muito diferentes umas das outras.
Sempre fui uma pessoa agitada, que se irrita fácil e de pavio curto, porém, depois que o Davi nasceu, consegui mudanças consideráveis no meu comportamento. Com relação às minhas atitudes diante de birras e choros de manha, SIM, tenho que me policiar para focar em manter a calma para mostrar a ele o caminho correto. Claro, não que eu vá surtar, dar umas palmadas, nada disso! Simplesmente acho que gritos são maus exemplos para uma criança que está aprendendo a controlar suas emoções.
Sigo alguns blogs e participo de alguns grupos relacionados à maternidade e em um deles – Conversando com Bernardo – aprendi sobre a disciplina positiva. Uma forma carinhosa e respeitosa de tratar a criança para que ela aprenda e se desenvolva de maneira saudável e sem traumas.
Gostei muito do método e decidi compartilhar aqui com vocês, assim, espero que seja proveitoso. Para que o Post não fique muito cansativo, vou dividir em partes, dessa forma a leitura ficará mais agradável.
O texto recebi através do Blog “Conversando com Bernardo”, com Fonte: Livro Disciplina Positiva, de Jane Nelsen – Boa Leitura:

1. Disciplina positiva

A disciplina positiva é um modelo educacional que tem por base a psicologia adleriana (Alfred Adler, austríaco de origem judia, falecido em 1937), desenvolvida por Rudolf Dreikurs (falecido em 1971). Tem por base o respeito mútuo e a cooperação (através do encorajamento e compreensão), aliados à firmeza. Estas atitudes são os alicerces para o ensino de competências importantes para a vida.

2. Diferenças entre as 3 abordagens principais na interação adulto-criança

RIGIDEZ (controle excessivo)
PERMISSIVIDADE (ausência de limites)
DISCIPLINA POSITIVA (firmeza com dignidade e respeito)

Diferenças na interação entre adultos e crianças:

RIGIDEZ – Ordem sem liberdade
Ausência de opções.
“Faça, porque eu quero.”
Acompanha-se normalmente de punições que são humilhantes para as crianças.
Controle externo da criança: baseia-se num sistema de recompensas e castigos; o adulto tem de estar, constantemente, a assumir a responsabilidade pelo comportamento da criança (atenção constante para verificar se a criança está a portar-se bem ou mal).

PERMISSIVIDADE – Liberdade sem ordem
Opções ilimitadas.
“Pode fazer tudo o que quiser.”
É humilhante para os adultos e para as crianças.

DISCIPLINA POSITIVA – Liberdade com ordem
Opções limitadas.
“Pode escolher, dentro de limites que demonstrem respeito para com todos.”
Não inclui como fatores motivadores a culpabilização ou a vergonha ou a dor (física ou emocional.
Controle interno da criança: a criança aprende a ser seguidora da verdade e de princípios.

Atitude básica de uma abordagem rígida: “Estas são as regras a que deve se submeter e este é o castigo que receberá pela sua violação.” As crianças não são envolvidas no processo de tomada de decisões.
Atitude básica de uma abordagem permissiva: “Não existem regras. Estou certo de que nos amamos mutuamente e de que seremos felizes, e você terá a possibilidade de escolher, mais tarde, as suas próprias regras”.

Atitude básica de uma disciplina positiva: “Decidiremos as regras em conjunto, para benefício de ambos. Também decidiremos junto as soluções que serão úteis para todas as partes envolvidas quando surgirem problemas. Quando eu precisar decidir sem a sua opinião, usarei firmeza com bondade, dignidade e respeito”.

3. Sobre castigos e punições

Muitas pessoas acreditam piamente que a rigidez e a punição funcionam. Concordo. Eu nunca diria que a punição não “funciona”. Ela “funciona” no sentido de que em geral refreia um comportamento inoportuno imediatamente. Mas quais são os resultados de longo prazo?

Com freqüência somos iludidos pelos resultados imediatos. Às vezes precisamos “ter cuidado com o que funciona” quando os resultados de longo prazo são negativos. Os resultados de longo prazo da punição resumem-se no fato de que a criança normalmente adota um ou todos os Quatro Rs da Punição:

1. Ressentimento (“Isso não é justo. Não posso confiar nos adultos.”)
2. Represália (“Eles estão ganhando agora, mas eu vou me vingar.”)
3. Rebeldia (“Vou fazer exatamente o contrário para provar que não preciso fazer do jeito deles.”)
4. Retirada:
a. Simulação (“Não vou ser apanhado da próxima vez.”)
b. Baixa auto-estima (“Sou uma pessoa má.”)

A criança não desenvolve características positivas com base em sentimentos e decisões subconscientes que toma como resultado da punição. De onde tiramos a idéia absurda de que para levar uma criança a se comportar melhor precisamos antes fazê-la se sentir pior?

Castigos e punições criam uma co-dependência pouco saudável adulto-criança, em vez da independência e da cooperação.

Por outro lado, a disciplina positiva traz resultados positivos a longo prazo, com a aquisição das competências:
1. autodisciplina;
2. responsabilidade;
3. cooperação;
4. resolução de problemas.

O Próximo post mostrará como funciona a Disciplina Positiva.

Até lá!

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Uma opinião sobre “Disciplina positiva: conheci e gostei! – Parte 1

  1. Boa noite! Depois do seu comentário lá no Conversando com Bernardo, vim conhecer seu espaço. Apoio totalmente a divulgação da disciplina positiva! Quanto mais gente conhecê-la, melhor. Afinal, é importante que as pessoas saibam que existem outros métodos de disciplina – mais respeitosos, e mais eficazes – do que as tradicionais palmadas e os antigos castigos. Um beijo

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